
Em um cenário alarmante, as rodovias federais brasileiras registraram, em 2025, cerca de 72.483 acidentes e 6.044 mortes. Esse dado, exposto em relatório da PRF, revela uma média superior a 190 incidentes por dia. Diante dessa situação, as companhias de transporte estão reevaluando suas abordagens de gestão de risco, mudando de reações a eventos pontuais para uma análise constante de sinais preditivos.
Essa mudança de postura está revolucionando a administração de frotas. A Smart Risk, referência em gerenciamento de riscos, aponta que, ao receber dados antecipados, as empresas podem antecipar problemas, em vez de apenas responder a acidentes e interrupções inesperadas.
Transformando dados em ações preventivas
Eventos adversos muitas vezes têm sinais de alerta prévios. Acontecimentos menores, como distração do motorista e fadiga, frequentemente precedem incidentes graves. Embora isoladamente podem parecer inofensivos, juntos formam padrões que merecem atenção.
A Smart Risk exemplifica essa conexão: um condutor que excede o limite de direção permitido, demonstra sinais de cansaço e varia a velocidade. Para gestores que supervisam diversos veículos, essas situações podem ser difíceis de perceber. No entanto, sistemas automatizados são capazes de identificar milhares de ocorrências em tempo real, permitindo a priorização de alertas críticos em vez de receber uma enxurrada de dados.
O processo se inicia com a coleta de informações através de rastreadores, telemetria, câmeras e sensores, além do histórico do condutor. Essa análise leva em conta fatores como perfil do motorista, tempo de operação e características da carga.
Na terceira fase, algoritmos e inteligência artificial são aplicados para identificar padrões e eventos que sugiram risco elevado. Isso gera recomendações precisas sobre quais veículos demandam atenção e por quais motivos, tornando possíveis ações preventivas, como contatar o motorista ou rever a rota.
Além disso, a proteção patrimonial está em evidência. A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística reporta que em 2025 houve uma redução de 16,7% nos registros de roubo de carga, totalizando 8.570 ocorrências, o que ainda resultou em um prejuízo estimado de R$ 900 milhões.
O papel da análise humana
A Smart Risk destaca que, apesar da precisão tecnológica, a interpretação humana continua insubstituível. Ninguém é capaz de monitorar todos os veículos e dados de telemetria simultaneamente. Enquanto a IA pode detectar anomalias rapidamente, o entendimento do contexto muitas vezes requer o conhecimento da equipe.
Fatores críticos como condições das estradas, peculiaridades da carga e circunstâncias operacionais nem sempre são abordados nas análises de dados. Portanto, a IA serve como uma ferramenta auxiliar nas salas de controle, enquanto as decisões finais ficam nas mãos de profissionais experientes.
Desafios e custos da prevenção
Os obstáculos para a implementação de um sistema preventivo vão além da tecnologia. A cultura corporativa frequentemente prioriza respostas rápidas a incidentes, enquanto a prevenção exige uma avaliação atenta de situações evitáveis. Há uma falsa percepção de que a integração de sistemas é viável somente para grandes operações, mas a Smart Risk afirma que essa abordagem pode ser adotada de forma gradual.
Comparar a adoção de tecnologias com os custos decorrentes da falta de prevenção — como acidentes e perdas — mostra que a prevenção deve ser vista como um investimento e não como um gasto. Além da carga, a continuidade dos negócios e a reputação das empresas também precisam ser preservadas.
Os próximos desafios envolvem aprimorar a conexão entre rastreamento, telemetria e dados dos motoristas, que muitas vezes permanecem desconectados. Com a abordagem correta, pequenos avanços na antecipação de riscos podem fazer uma diferença significativa.
Para mais informações, visite: https://www.smartrisk.com.br/
Fonte: Portal Hortolândia
