A Aumovio, fornecedora de componentes automotivos, estima um leve aumento na produção global de veículos nos anos que se seguem. Essa previsão ocorre mesmo após a empresa apresentar margens operacionais trimestrais superiores ao esperado, indicando um desafio em função dos custos dos semicondutores e de outros insumos essenciais.
Aumovio antecipa elevação nas despesas com componentes até 2027

Originada de um desmembramento da Continental, a Aumovio foca suas operações em eletrônica, sensores e sistemas de condução, em sintonia com as necessidades das montadoras, que recebem pedidos antecipados antes da finalização da produção.
Em um cenário que sugere uma rápida recuperação da manufatura automotiva a partir de 2027, a Aumovio ressalta que essa reativação está conectada à situação da indústria na China, onde fabricantes locais estão ampliando sua presença, elevando exportações e competitividade.
Os custos adicionais estimados pela empresa podem chegar a 1 bilhão de euros até 2027, ou cerca de R$ 6,2 bilhões, abrangendo o aumento nos preços de chips e outras matérias-primas, com variações baseadas nas cotações do mercado.
Para administrar esses gastos, a companhia planeja transferir os custos para as montadoras, um processo que exigirá ajustes contratuais e justificativas apresentadas. As montadoras, preocupadas em manter suas margens, resistem a aumentos nos preços dos veículos, criando um ambiente de tensão para fornecedores e pequenas empresas na cadeia.
Desafios dos semicondutores para a cadeia automotiva
Diante da falta de crescimento na Europa, a Aumovio está buscando expandir suas operações na Ásia, diversificando sua base de clientes. Isso reduz a dependência de um único mercado, mas implica adaptações de produtos e conformidade com regulamentações locais de qualidade.
No Brasil, a problemática envolvendo componentes eletrônicos poderá impactar a produção, manutenção e reposição de veículos. Afinal, veículos modernos dependem de chips para funções essenciais, como controle de motor e segurança. A mudança de fornecedores implica rigorosos testes técnicos antes da integração de novas peças.
As expectativas indicam que as preocupações com semicondutores vão além da mera disponibilidade, já que aspectos como custos e capacidade de produção também afetarão as negociações futuras. Montadoras e fornecedores devem trabalhar em equilíbrio entre o estoque e as inovações tecnológicas, enquanto a produção global ainda não atinge as metas estabelecidas.
Fonte: Alpha Autos




