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Sinais de alerta na moto: quando é hora de revisá-la?

2 de setembro de 2026
Motocicleta em revisão

O setor de motocicletas no Brasil continua a crescer, com um aumento de 16,01% nos emplacamentos no primeiro semestre de 2026 em comparação a 2025. A previsão da Fenabrave é que as vendas de motos cresçam 10% ao longo do ano, consolidando a presença dessas máquinas nas estradas brasileiras.

O aumento no número de motocicletas em circulação torna a manutenção crucial, tanto para a segurança do piloto quanto para a economia. Detectar sinais de desgaste ou falhas precocemente pode evitar complicações futuras e cortar custos com reparos. Essa questão ganha relevância especial durante a Semana Nacional do Trânsito, de 18 a 25 de setembro, dedicada à conscientização sobre segurança nas vias. Segundo Tiago Pereira, gerente de engenharia da Avelloz, muitos problemas começam com pequenos sinais que frequentemente passam despercebidos pelos motociclistas. “Sintomas como barulhos estranhos, dificuldades para ligar a moto, alterações na frenagem ou mudanças no comportamento do veículo merecem atenção. Postergar a revisão pode transformar um pequeno conserto em um grande problema e mais caro”, alerta.

Fique atento aos sinais que indicam que sua moto precisa de revisão:

Freios: Verifique pastilhas, lonas, discos e o sistema de acionamento regularmente. Ruídos incomuns, trepidações, aumento na distância de frenagem ou modificações na resposta do manete e pedal exigem atenção imediata.

Pneus: Além de monitorar o desgaste da banda de rodagem, é vital conferir a calibragem e inspecionar por cortes, deformidades ou outros danos. Pneus em bom estado são essenciais para garantir estabilidade e aderência.

Corrente, coroa e pinhão: Este conjunto precisa de manutenção frequente, incluindo limpeza, lubrificação e regulagem. Folgas excessivas, barulhos ou vibrações podem sinalizar que algo está errado. “Uma corrente desalinhada pode afetar o desempenho e acelerar o desgaste de outras peças. A manutenção preventiva é a chave para identificar tais problemas antes que se tornem mais graves”, ensina Tiago.

Óleo e filtros: Seguir os intervalos recomendados para a troca de óleo e a substituição de filtros é vital para garantir o bom funcionamento do motor. Esse período pode variar conforme o modelo, quilometragem e condições de uso, portanto, consulte as orientações do fabricante.

Sistema elétrico e iluminação: Verifique faróis, lanternas, luzes de freio, piscas, buzina e bateria. Esses componentes não só são essenciais para o funcionamento da moto, mas também garantem que ela seja visível para outros condutores, especialmente à noite ou em condições climáticas adversas.

Evitar despesas excessivas é mais fácil quando não se espera que as falhas se tornem evidentes. A manutenção preventiva ajuda a monitorar o desgaste dos componentes e programar substituições, evitando que uma falha afete outras partes da motocicleta. É fundamental cumprir as revisões recomendadas pelo fabricante nas oficinas autorizadas, onde se segue um plano de manutenção específico para cada modelo. Mesmo quando a moto parece estar em boas condições, alguns itens podem apresentar desgaste gradual sem sinais visíveis.

“A manutenção preventiva não significa trocar peças desnecessariamente, mas sim monitorar o estado de cada componente para realizar intervenções no momento correto, conforme as diretrizes do fabricante. Assim, o motociclista consegue antecipar problemas e ter uma melhor previsibilidade nos gastos”, conclui o especialista da Avelloz.

Fonte: Portal Hortolândia