Dados de 2025 indicam que o Brasil teve 72.529 acidentes em estradas federais, resultando em 83.550 feridos e 6.043 fatalities, conforme o anuário da Polícia Rodoviária Federal. Entre as causas destacadas, a inação do condutor foi responsável por 11.469 incidentes, seguida por reações atrasadas com 10.799 registros.
Essas estatísticas ressaltam a importância do comportamento do motorista na segurança viária, levando o setor de transporte de cargas a rever suas estratégias de prevenção, que agora devem englobar o fator humano juntamente com veículos, cargas e tecnologias.
A empresa GR Parceria enfatiza que, embora a tecnologia tenha avançado, o aspecto humano frequentemente recebe menos atenção nas operações. Para garantir a segurança, a gestão de riscos deve considerar as condições emocionais e físicas dos motoristas.
Os motoristas enfrentam jornadas longas, prazos rigorosos e diferentes níveis de estresse. Compreender como esses elementos afetam sua capacidade de reação é vital para uma abordagem eficaz de gerenciamento de riscos.
Influência do Stress e da Fadiga na Condução
A GR Parceria alerta que tanto o estresse quanto a fadiga têm um impacto negativo em habilidades cruciais para uma direção segura, como a atenção e o tempo de resposta. Sinais de cansaço podem ser ignorados, tanto pelo motorista quanto pela gestão.
O motorista pode continuar a trabalhar mesmo com a capacidade de reação já afetada, o que destaca a necessidade de uma gestão de riscos que identifique e antecipe situações de vulnerabilidade.
Reconhecer esses sinais não envolve apenas a análise de acidentes, mas também a observação de mudanças no comportamento do motorista e em indicadores da rotina de trabalho. Alterações no modo de dirigir, desvios frequentes de percurso e um aumento nos erros indicam uma situação preocupante. O risco é acentuado em situações sem acidentes imediatos, mas que podem resultar em problemas a longo prazo.
A Realidade do Trabalhador e suãs Condições de Trabalho
Estudos, como a 3ª Pesquisa Nacional da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), revelam que 2.002 caminhoneiros autônomos relataram uma média de 14 horas de trabalho por dia, passando 16 dias por mês longe de casa. O estudo apontou que 96% descansam em paradas de gasolina, pela falta de melhores opções, e 56,7% possuem condições de saúde preexistentes.
Incorporando a Prevenção no Dia a Dia Operacional
A GR Parceria sugere que práticas preventivas possam ser integradas facilmente nas operações do dia a dia. Isso inclui um planejamento adequado das jornadas, respeito a pausas obrigatórias e a criação de canais de comunicação para que motoristas possam reportar fadiga.
Quando descanso e um bom planejamento fazem parte da cultura organizacional, a operação torna-se mais previsível, facilitando a identificação e prevenção de riscos, ao invés de simplesmente reagir a incidentes.
A responsabilidade por acidentes não pode ser atribuída apenas ao motorista. Segundo a GR Parceria, ele é parte de um sistema complexo e suas decisões são moldadas por um planejamento eficaz. A gestão deve implementar processos que monitorem as jornadas e ofereçam condições dignas de trabalho, visando identificar e mitigar riscos antes de sua manifestação.
É imperativo que a relação entre saúde mental e segurança evolua para uma abordagem proativa, uma vez que estresse, fadiga e sobrecarga são comuns e, se não abordados, elevam os riscos. Integrar o fator humano nas estratégias de gerenciamento de riscos, ao lado de tecnologias e monitoramento, é crucial para garantir a segurança de todos os envolvidos.
Para mais informações, visite: GR Parceria





