A Krone indicou que os semirreboques na Europa enfrentarão imensos desafios para atingir a demanda de redução de 10% nas emissões de CO₂ exigida pela legislação que terá efeito em 2030. A empresa ressalta que as tecnologias existentes às vezes não são suficientes para cumprir esta meta em todas as suas configurações.
Análise da Krone sobre a Norma Europeia e Reduções Emissivas

A nova regulamentação utiliza a ferramenta VECTO para mensurar os impactos dos veículos de carga e implementos no consumo de combustível e nas emissões de poluentes. Este método considera aspectos como aerodinâmica, peso e resistência ao rolamento, e os fabricantes precisam demonstrar o desempenho sob os critérios definidos pela União Europeia.
Conforme a Krone, o uso de pneus de baixa resistência ao rolamento pode levar a uma diminuição de até 5,2% nas emissões. Outras abordagens, como a adição de saias laterais e defletores, juntamente com a utilização de materiais mais leves, também promovem eficiência. Contudo, certas configurações ainda não atingem a meta desejada, ficando em apenas 7,3%, restando uma lacuna de 2,7% a ser preenchida.
A diversidade nas operações de transporte torna a situação ainda mais complexa. Semirreboques projetados para cargas gerais, produtos refrigerados, líquidos e equipamentos de construção possuem particularidades em design, peso e demandas operacionais. Assim, uma solução eficaz para um tipo pode afetar negativamente outras aplicações, impactando o acesso e a capacidade de carga.
A diminuição do peso dos semirreboques também se depara com desafios relacionados à durabilidade e à capacidade de carga. A adoção de materiais alternativos pode aumentar os custos de aquisição e manutenção. Ademais, se a redução de peso comprometer o transporte ou exigir mais reparos, o resultado pode ser contraproducente, resultando em mais viagens e um impacto ambiental maior.
Desafios dos Semirreboques e a Meta de CO₂
Alguns fabricantes de implementos já questionaram os aspectos da regulamentação nos tribunais europeus, mas seus recursos foram rejeitados. O debate se concentra na metodologia empregada e na relação entre cálculos e operações práticas. As implicações dessa norma poderão influenciar preços e características de produtos mesmo antes de entrar em vigor.
A indústria brasileira de implementos deve se atentar para as normas europeias, pois inovações e demandas tecnológicas podem ser adotadas em outros mercados. Exportadores precisam alinhar-se às exigências dos países que recebem suas mercadorias. Fatores como aerodinâmica, pneus, novos materiais e telemetria representam oportunidades, mas cada situação deve ser avaliada ao considerar a operação do transportador.
Esse panorama ressalta que as metas impostas aos implementos devem levar em consideração a sinergia entre o caminhão, semirreboque, tipo de carga e a rota a ser percorrida. Uma redução baseada unicamente em cálculos pode não refletir o consumo efetivo de combustível. Reguladores e fabricantes precisarão colaborar para alinhar a metodologia, viabilidade técnica e impacto econômico antes de 2030.
Fonte: Alpha Autos





