A Cummins está em negociação com várias montadoras chinesas que têm interesse em aumentar sua presença no Brasil. O objetivo é estabelecer colaborações nas áreas de desenvolvimento de produtos, fabricação e serviços de pós-venda.
Diálogo sobre motores e suporte com novos fabricantes
Entre as montadoras em discussão está a Foton, que já possui uma parceria com a Cummins através de um projeto conjunto na China. As conversas no Brasil podem levar à fabricação local de motores; no entanto, detalhes específicos sobre modelos, quantidades ou prazos ainda não foram concretizados.
A cooperação proposta vai além do fornecimento de motores. As fabricantes que almejam ingressar no mercado brasileiro devem adaptar suas ofertas a questões locais, incluindo combustíveis, normas de emissão, clima e condições operacionais. Uma abordagem planejada é essencial para assegurar a disponibilidade de peças e suporte ao longo da vida útil dos veículos comerciais.
Um dos grandes trunfos da Cummins é sua robusta rede de assistência pós-venda, crucial para caminhões, que operam por períodos mais longos e frequentemente em áreas remotas. A manutenção de peças e serviços acessíveis é um fator decisivo para a escolha de compra.
Para 2023, a empresa estima fabricar aproximadamente 40 mil motores no Brasil, prevendo um crescimento de 10%. As exportações estão projetadas para aumentar entre 70% e 80%, englobando não só motores, mas também blocos, cabeçotes e outros componentes destinados a países como EUA, México, Canadá e várias nações europeias.
Parcerias promissoras com indústrias chinesas no Brasil
Aproximadamente 15% das exportações da Cummins correspondem a motores completos, enquanto entre 65% e 70% referem-se a blocos, cabeçotes e componentes. Isso sugere que uma instalação no Brasil poderia se integrar eficientemente à cadeia de produção global, sem depender apenas da exportação de produtos acabados.
A Cummins também desenvolve motores a diesel, gás natural e biometano, abrangendo uma ampla gama de aplicações, desde transporte rodoviário até operações urbanas e de mineração, todas exigindo diferentes níveis de autonomia, potência e manutenção.
Essas negociações destacam como a chegada de fabricantes chineses pode criar novas oportunidades para fornecedores já estabelecidos no Brasil. O êxito dessas iniciativas dependerá da real integração do conteúdo local, além de simples trocas de ideias. A produção, engenharia e serviços de pós-venda precisam estar alinhados para promover um avanço significativo na indústria.
Fonte: Alpha Autos




