De janeiro a agosto de 2026, a aviação geral brasileira contabilizou impressionantes 708 mil operações de pouso e decolagem, reafirmando sua relevância na conectividade regional e no impulso à economia do país. Esses dados são provenientes do Relatório Comparativo de Tráfego Aéreo dos 100 Aeródromos, produzido pelo DECEA.
Esse crescimento é especialmente notável no segmento de aviação executiva e de negócios, fortemente impulsionado pela demanda crescente do agronegócio e de outras indústrias que necessitam de acesso rápido a mercados em diferentes partes do Brasil.
Os aeroportos mais movimentados nesse setor incluem Campo de Marte, em São Paulo, e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. No entanto, fora do Sudeste, o Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), Bacacheri, em Curitiba (PR), e o aeroporto de Goiânia (GO) também têm se destacado, sendo responsáveis por cerca de 10% do total de operações de aviação geral, todos sob gestão da ASUR Brasil.
Entre eles, o Aeroporto da Pampulha se sobressaiu com 37.861 operações registradas no período analisado. O Bacacheri ficou na segunda posição, com 20.423 operações, seguido pelo Aeroporto de Goiânia, que contabilizou 19.475 decolagens e aterrissagens.
Expansão do Setor
A aviação geral abrange diversas atividades aéreas que não pertencem à aviação comercial regular ou à segurança pública, envolvendo transporte executivo, serviços de táxi aéreo, voos de treinamento, operações de emergência médica, aviação agrícola e outros serviços especializados.
Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), o Brasil ocupa a segunda posição mundial em frota de aviação geral, apenas atrás dos Estados Unidos. O setor oferece potencial para cerca de 5 mil localidades no Brasil, através de aeródromos privados, aeroportos públicos e helipontos, ampliando a conectividade para regiões que não possuem voos comerciais regulares.
O desenvolvimento da aviação geral reflete também a dinâmica econômica do país. Esse setor é vital para setores estratégicos como agronegócio, energia, mineração e saúde, servindo como um meio eficiente de transporte para empresas e profissionais que se encontram distantes dos grandes centros urbanos.
Dados da ABAG indicam que a frota de aviação de negócios cresceu de 9.460 para 11.362 aeronaves entre 2022 e 2026, com a expectativa de que o Brasil atinja 1,2 milhão de movimentos anuais da aviação executiva, o que representa um crescimento de 9% em relação a 2025.
Graziella Delicato, gerente de negócios aéreos da ASUR Brasil, enfatiza que esses números evidenciam a aviação geral como um pilar essencial para o desenvolvimento econômico. “A aviação geral interconecta negócios, investimentos e pessoas em regiões onde a eficiência logística é fundamental para a competitividade”, afirma.
Ela destaca a importância de aeroportos que sejam capazes de atender a demandas corporativas e às cadeias produtivas estratégicas, ressaltando que “esse setor agrega valor à economia e aprimora a conectividade em todo o país”.
Fonte: Portal Hortolândia




