A Brose está atualmente em conversações para se tornar fornecedora de peças para montadoras como BYD, GWM e Geely, enquanto planeja expandir sua produção no Brasil. O objetivo inclui a nacionalização de sistemas que são hoje importados, desde que a demanda para novos projetos justifique a fabricação local de equipamentos e ferramentas adequados.
Nacionalização de Componentes Elétricos e Sistemas de Abertura

O complexo industrial da Brose no Brasil inclui fábricas situadas em estados como Paraná, São Paulo e Pernambuco. Estas unidades operam em três turnos e se especializam na produção de sistemas de portas, com ênfase em módulos e mecanismos elétricos que otimizam a movimentação dos vidros para diversas montadoras.
Entre os componentes a serem considerados para nacionalização estão os bancos com ajustes elétricos e mecanismos automáticos para abertura de caçambas. Estes itens contam com motores, sensores e sistemas eletrônicos projetados para garantir operações seguras, evitando falhas como a detecção de obstáculos durante o seu funcionamento.
A viabilidade da nacionalização depende da formalização de contratos sólidos, que assegurem o retorno do investimento feito. Fabricar novos componentes exige um significativo desenvolvimento por parte dos fornecedores, aos quais se somam testes rigorosos e ajustes nas linhas de montagem. Se a demanda se mostrar pequena ou mudar rapidamente, os investimentos poderão não ser financeiramente viáveis.
Com um ciclo de inovação mais ágil, as montadoras chinesas introduzem uma quantidade maior de tecnologia eletrônica em seus modelos. Para a Brose, isso representa uma oportunidade promissora, porém exige um ritmo acelerado. O desenvolvimento de propostas, a criação de protótipos e validações precisam ser ajustados a cronogramas que diferem dos convencionais usados pelas montadoras brasileiras.
O Papel da Brose nas Montadoras Chinesas no Brasil
A produção local ajuda a mitigar custos com transporte internacional, flutuações cambiais e possíveis atrasos logísticos. Ademais, a proximidade das fábricas permite realizar ajustes específicos para atender o mercado brasileiro. Contudo, uma parte significativa de materiais e componentes, como motores elétricos e semicondutores, deverá continuar a ser importada, possivelmente restringindo a nacionalização inicial.
A disputa por contratos baseia-se em critérios como preço, qualidade e eficiência na integração eletrônica. Componentes de conforto, como bancos elétricos, devem intercambiar informações com outros sistemas do veículo para maximizar funções de segurança, ergonomia e memória, demandando uma comunicação eficaz com softwares e sensores voltados à proteção dos ocupantes.
As negociações atuais sugerem um aprofundamento da presença de empresas chinesas no Brasil, impactando fornecedores locais. O sucesso desses esforços será medido pelos contratos que se concretizarem em produção efetiva. A relevância da nacionalização se intensifica ao envolver engenharia, subfornecedores e processos produtivos, além da simples montagem final.
Fonte: Alpha Autos





