A Temporada de Cruzeiros Marítimos de 2026/2027 na Bahia começa em 7 de outubro de 2026, com a expectativa de receber 180 mil visitantes até abril de 2027. Ao todo, 48 embarcações estão programadas para ancorar no estado, sendo que 46 delas farão parada em Salvador e 2 em Ilhéus. Este movimento pode contribuir com até R$ 144 milhões na economia local.
A recepção dos turistas será coordenada pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e pela Secretaria de Turismo (Setur), em parceira com a Contermas, que opera o Terminal de Passageiros do Porto de Salvador. Segundo Felipe Oliveira Pedreira, CEO da Bahia Terra Turismo, essa temporada reforça a Bahia como um destino turístico de relevância. “Os cruzeiros oferecem a oportunidade de mostrar nossas belezas naturais, cultura e gastronomia”, afirma.
O CEO também destaca que o impacto abrange toda a cadeia produtiva do turismo, desde serviços de transporte até a gastronomia. “O maior desafio é transformar a breve visita dos cruzeiristas em uma experiência tão positiva que os faça querer voltar para uma estadia prolongada”, comenta Pedreira.
Planejamento Eficiente Para Otimizar Experiências
Pedreira ressalta que a chegada rápida de visitantes exige um planejamento detalhado. “Diferente do turista que pode ficar alguns dias, o cruzeirista precisa de um cronograma bem definido para aproveitar seu tempo em terra”, destaca. Em Salvador, a demanda costuma ser alta para serviços de transporte a pontos turísticos e restaurantes.
Os passageiros priorizam conforto e segurança, buscando garantir que consigam realizar todas as atividades programadas. O transporte turístico deve integrar-se à experiência geral, oferecendo serviço de qualidade e informações adequadas.
“Gerenciar volume, tempo e logística é desafiador. Precisamos planejar o fluxo de desembarque e as condições do tráfego, além de ter um olhar atento às distâncias entre as atrações e aos horários de retorno ao navio”, explica Pedreira.
Ele acrescenta que pequenos deslizes podem afetar a programação dos cruzeiristas, tornando a preparação e dimensionamento da operação essenciais, especialmente em locais que requerem travessias ou conexões.
Impacto Econômico e Oportunidades para o Comércio Local
Pesquisas da Fundação Getulio Vargas (FGV), em colaboração com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), revelam que a temporada 2025/2026 movimentou R$ 4,76 bilhões no Brasil, oriundos principalmente de gastos diretos de passageiros, que somaram R$ 2 bilhões, além de ter gerado 64.529 empregos.
De acordo com Pedreira, os cruzeiristas não apenas utilizam transporte, mas também criam oportunidades para diversos segmentos, como guias e comércio local. “Integração é fundamental para potencializar os impactos econômicos”, afirma, enfatizando a importância de oferecer experiências autênticas que representem a identidade local.
A Bahia Terra Turismo está se preparando minuciosamente, acompanhando as programações das embarcações e organizando logística de traslados. “Assegurar a segurança e a pontualidade é crucial, pois o tempo em terra é limitado e o retorno ao navio deve ser garantido”, conclui.
Tendências e Desenvolvimento da Estrutura Turística
Entre as tendências para essa temporada, o CEO lista o aumento da demanda por experiências personalizadas e a necessidade de uma sinergia aprimorada entre os modais de transporte e os serviços turísticos disponíveis.
“Facilitar o planejamento de viagens é essencial, especialmente em destinos como Boipeba, onde as conexões requerem atenção especial”, sugere Pedreira.
Com 48 embarcações programadas até abril de 2027, esta temporada representa um teste tanto para a colaboração entre terminais quanto para a integração entre setores públicos e operadoras privadas. O foco deve ser na qualidade das experiências que os visitantes levam consigo, além do número de desembarques.
Para mais detalhes, acesse: Bahia Terra Turismo
Fonte: Portal Hortolândia





