A eficácia dos rolamentos é fundamental para o consumo de combustível e a eficiência dos automóveis. Localizados na roda, esses elementos são essenciais para suportar cargas e facilitar a rotação. Variáveis como geometria, lubrificação, vedação e montagem impactam diretamente a energia perdida pelo atrito.
Desafios de Engenharia: Atrito, Capacidade e Durabilidade
Conforme Helber Antonio, engenheiro de Aplicação da SKF, os rolamentos são apenas parte das causas de perda de energia em veículos. Aspectos como aerodinâmica, tipo de pneus, motores, sistemas de transmissão, e freios também consomem energia. Assim, mesmo ao diminuir o atrito em um rolamento, a economia total pode não ser tão significativa quanto se imagina.
A resistência durante a rotação é resultante do contato entre os elementos rolantes e as pistas, além das deformações dos materiais sob pressão, movimentação do lubrificante e resistência das vedações. Os engenheiros da indústria automotiva devem monitorar esses fatores enquanto mantêm propriedades como capacidade de carga, rigidez, vedação e vida útil.
Um exemplo é a graxa de baixo atrito desenvolvida pela SKF, que pode reduzir em até 9% o atrito em um rolamento em condições de teste, sem a necessidade de redesign. No entanto, essa redução se aplica apenas ao componente, não representando uma diminuição equivalente no consumo de combustível durante a condução.
Em frotas automotivas, pequenas variações de consumo se acumulam ao longo do tempo e com o número de veículos. Portanto, é crucial que a avaliação de desempenho considere manutenção, durabilidade, segurança e períodos sem uso. Um componente que previne paradas inesperadas pode influenciar custos de operação mesmo com um leve aumento no consumo de combustível.
A Influência dos Rolamentos no Consumo de Combustível
Um aumento no consumo de combustível não indica necessariamente falhas no rolamento. Fatores como pneus descalibrados, desalinhamento, eficiência dos freios, estado dos filtros e comportamento de condução (como janelas abertas) também desempenham um papel importante no gasto energético. Rolamentos defeituosos podem gerar sinais como barulhos, vibrações, folgas e temperaturas elevadas.
Nos modelos elétricos, a percepção de som e vibração é mais acentuada, já que operam de forma bastante silenciosa em relação aos motores a combustão. As perdas de energia por atrito têm um impacto direto na autonomia das baterias, limitando a distância percorrida entre recargas.
A substituição de um rolamento deve ser feita com um componente que atenda às especificações do automóvel, em uma oficina adequada e qualificada. Um torque incorreto durante a instalação pode alterar folgas e pré-cargas, resultando em maior atrito, aumento de temperatura e desgaste acelerado. A escolha do rolamento deve levar em conta preço, durabilidade, vedação e custos de manutenção futuros.
Fonte: Portal Hortolândia




