A Volvo do Brasil está prestes a realizar a exportação de 1.200 transmissões I-Shift para sua fábrica localizada em Pithampur, na Índia, durante os anos de 2026 a 2027. Essa iniciativa destaca a crescente importância da unidade brasileira no setor industrial da marca e atende a uma demanda que só aumenta no mercado global.
Produzindo mais de 250 mil transmissões desde 2011

“Estamos orgulhosos das transmissões I-Shift, renomadas por sua tecnologia de ponta. É gratificante produzir este componente no Brasil para o cenário global”, enfatizou Cleison Barro, responsável pela expansão da fabricação de motores e transmissões na Volvo. Este envio faz parte de um investimento de R$ 2,5 bilhões que será aplicado no Brasil entre 2026 e 2028.
A série I-Shift é especialmente desenvolvida para caminhões e ônibus pesados da marca. A transmissão, conectada aos sistemas eletrônicos dos veículos, realiza as trocas de marchas automaticamente, levando em conta a carga, velocidade e a topografia do terreno. Com a tecnologia I-See, ela ajusta as mudanças de marcha baseando-se nas condições da estrada à frente.
Além de produzir na unidade brasileira, a Volvo também fabrica essa transmissão em locais como a Suécia e os Estados Unidos. Desde a inclusão do modelo no Brasil em 2011, mais de 250 mil unidades foram fabricadas em Curitiba. O novo contrato com a Índia abre novas oportunidades para a exportação dos componentes brasileiros.
Esse movimento de produção global é parte da estratégia Geoflex da Volvo, que permite à fábrica em Curitiba ajustar sua capacidade para atender a mercados com alta demanda, coordenando volumes, processos e prazos de entrega entre as diversas unidades do grupo.
Interação com a Rede de Produção Global da Volvo
“Estamos alinhados com o sistema de produção global da Volvo e prontos para atender as necessidades de mercados que exigem alta qualidade e pontualidade na entrega”, afirmou Barro. Ele ressaltou que a operação em Curitiba se beneficia de tecnologias e métodos industriais modernos, amplamente utilizados em todo o grupo.
Desde a sua inclusão na rede de produção global na década de 1990, a planta de Curitiba adota princípios da Indústria 4.0 e utiliza conceitos de produção enxuta. Além das transmissões I-Shift, essa unidade já exportou cabines de caminhões para a Suécia e a Austrália e fornece blocos de motor para os EUA e Europa, com expectativas de enviar mais de 4.100 unidades para a Suécia apenas em 2026.
Fonte: Alpha Autos




