A Lucid e a Bolt uniram forças para criar uma frota de veículos autônomos de nível 4, destinada ao transporte urbano na Europa. O projeto inicia com a produção de 25 mil veículos elétricos de médio porte, combinando a expertise do fabricante e do operador em um sistema automatizado.
Colaboração para Inovar a Mobilidade

Os veículos com nível 4 de autonomia operarão sem motorista em áreas e condições previamente definidas. No entanto, isso não implica que estarão disponíveis em qualquer lugar. Será necessário um gerenciamento cuidadoso das áreas geográficas, condições climáticas e tipos de vias para assegurar um funcionamento seguro.
A Bolt planeja incluir esses veículos em sua plataforma de mobilidade, enquanto a Lucid se encarregará da engenharia elétrica envolvida. Esta parceria proporciona um laço forte entre o desenvolvimento e a operação, permitindo o uso dos dados gerados durante os trajetos para aprimorar sensores, software e a manutenção da frota.
O plano a longo prazo é expandir a frota para 100 mil veículos até 2035. Para isso, serão necessários sistemas de fabricação robustos, suporte logístico, infraestrutura de recarga, além de centros de manutenção e operações nas cidades atendidas. A automação requer, portanto, uma série de atividades essenciais para garantir a operação contínua desses veículos.
Para assegurar a segurança, tecnologias como câmeras, sensores e radares serão adotadas, permitindo a identificação de pedestres, ciclistas, placas de trânsito e outros veículos. Essas inovações devem se adaptar a diferentes cenários, como obras nas vias e intervenções de agentes de trânsito.
Regulações para a Implantação na Europa
A instalação dos veículos autônomos estará sujeita a legislações específicas de cada nação europeia. Questões relativas à responsabilidade civil em caso de acidentes, proteção de dados e regulamentação de seguros precisarão ser esclarecidas antes da interação comercial. Ademais, as autoridades locais determinarão pontos apropriados para embarque e zonas de espera para os veículos.
No Brasil, espera-se que a tecnologia autônoma comece a operar em locais controlados como portos e fábricas, onde os trajetos são previsíveis e o tráfego é restrito. Isso facilitará a validação dos sistemas. A transição para serviços urbanos exigirá adaptações nas regulamentações e na infraestrutura, considerando as particularidades de cada localidade.
Esta associação poderá servir como um modelo de teste para a execução da condução autônoma em uma escala maior, transformando protótipos em operações reais e confiáveis, com um forte enfoque na segurança de todos os usuários das vias.
Fonte: Alpha Autos





