Manter a segurança ao volante exige atenção especial aos pneus. Para isso, é fundamental que os motoristas brasileiros realizem checagens semanais da pressão, monitorem a profundidade dos sulcos e examinem a superfície de desgaste. Estes cuidados são essenciais, visto que os pneus são o único ponto de contato efetivo entre o veículo e a pista, influenciando diretamente a capacidade de frenagem e a estabilidade do carro.
Calibração e Avaliação: A Base da Segurança na Condução
Conforme destaca Fabio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Brasil, “embora a tecnologia atue como um suporte importante, isso não substitui o cuidado adequado. A segurança do veículo está intimamente ligada à manutenção dos pneus.” Sistemas como controle de estabilidade e frenagem automática dependem da aderência dos pneus, e um pneu desregulado ou com desgaste excessivo pode comprometer a eficácia desses mecanismos de segurança.
De acordo com a legislação brasileira, a profundidade mínima dos sulcos dos pneus deve ser de 1,6 milímetros. Segundo a Dunlop, a performance em pistas molhadas começa a ser impactada quando essa profundidade chega a 3 milímetros, aumentando o potencial de aquaplanagem.
Se os sulcos estiverem entre 1,6 e 3 milímetros, o pneu ainda está dentro das normas, mas é prudente reduzir a velocidade em superfícies molhadas. Pneus com menos de 1,6 milímetros podem resultar em infrações graves, incluindo multas de R$ 195,23 e retenção do veículo até a regularização.
Monitoramento da Profundidade e Pressão dos Pneus
Os motoristas podem inspecionar o desgaste utilizando o TWI (Tread Wear Indicator), que são elevações de borracha nos sulcos que indicam quando o pneu deve ser substituído. É importante verificar tanto os sulcos internos quanto os externos, já que o desgaste pode ser desigual.
A pressão dos pneus deve ser checada semanalmente, preferencialmente quando os pneus estão frios. Siga sempre as diretrizes do fabricante, disponíveis no manual do veículo ou nas etiquetas localizadas na porta do motorista e na tampa do tanque. Uma pressão inadequada pode prejudicar o desempenho e levar ao desgaste irregular.
A inspeção visual é crucial para detectar objetos estranhos, cortes ou deformações. Se alguma irregularidade for identificada, consultar um profissional é o melhor caminho para saber se o pneu precisa de reparo ou substituição.
É importante destacar que a quilometragem e o tempo de uso não são os únicos fatores que influenciam a condição dos pneus. O armazenamento, assim como a presença de fissuras e ressecamento, deve ser avaliado, especialmente em veículos que são utilizados com pouca frequência. Caso o volante apresente vibrações ou o carro tenda a puxar para um dos lados, uma avaliação de alinhamento e balanceamento se torna necessária. Esses cuidados são vitais para garantir um bom contato com a estrada e otimizar o consumo de combustível.
Fonte: Portal Hortolândia




