
A partir de julho de 2026, os transportadores de cargas rodoviárias enfrentarão um rigoroso controle acerca dos seguros obrigatórios registrados no Cadastro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). A nova parceria entre seguradoras e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estipula que as apólices devem estar regulares para garantir a manutenção dos registros ativos dos transportadores. Entretanto, as três modalidades de seguro exigidas focam na proteção da mercadoria e de terceiros, deixando os veículos dos transportadores suscetíveis a diversos riscos.
Proteção Primária: Cargas e Terceiros em Foco

De acordo com Alberto Andrade, superintendente da APVS Truck, “cada modalidade de seguro aborda uma responsabilidade distinta. O RCTR-C assegura danos à carga em caso de acidentes, o RC-DC se aplica a perdas como roubo e o RC-V cobre danos a terceiros decorrentes do uso do veículo”. Esses seguros são complementares e visam amparar as obrigações operacionais dos transportadores.
Essa nova regulamentação impactará um setor que já conta com mais de um milhão de registros ativos. O Anuário TRC 2025 da ANTT revelou que, em dezembro de 2025, houve 1.049.805 transportadores registrados, refletindo um crescimento de 9,52% em relação ao ano anterior.
Os Transportadores Rodoviários Remunerados de Cargas precisam manter atualizados três tipos de seguros: o RCTR-C, relativo a danos às mercadorias durante o tranporte; o RC-DC, que abrange roubos e furtos; e o RC-V, que protege contra danos materiais ou pessoais a terceiros.
Contudo, garantir a regularização não significa que os caminhões estejam livres de todos os riscos. Eventos como roubos, colisões ou incêndios podem ainda ocorrer e afetar diretamente o veículo, colocando em perigo a continuidade das operações, mesmo que o transportador cumpra com as exigências estabelecidas pela ANTT.
Impactos Financeiros da Nova Regulação
Além dos custos para reparos ou substituições, a interrupção das atividades pode resultar em uma considerável perda de receita, enquanto o transportador ainda arca com despesas fixas, como pagamentos de financiamento. Existe também a possibilidade de precisar alugar outro veículo para honrar compromissos.
“O caminhão é tanto um ativo quanto uma ferramenta de trabalho. Sua inatividade pode resultar na perda do patrimônio e na capacidade de gerar receita”, observa Andrade. Para ele, considerar a proteção do caminhão dentro do planejamento financeiro é crucial para a sustentabilidade da operação.
A diretoria da APVS Truck sugere que esse planejamento seja dividido em duas áreas: a primeira é assegurar que estejam em conformidade com os seguros exigidos para a manutenção do RNTRC; e a segunda foca na proteção do veículo, vital para garantir a produtividade dos transportadores.
“Regularidade no RNTRC é fundamental para a operação, mas garantir a segurança do principal ativo é igualmente crucial. Para quem depende do caminhão para garantir sua atividade profissional, evitar paralisações é proteger seu próprio sustento”, conclui Andrade.
Fonte: Alpha Autos
