
A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos está em busca de informações da Tesla sobre a certificação do Cybercab. O objetivo é elucidar como este modelo autônomo, que elimina volante e pedais, se encaixa nas normas federais de segurança.
Investigação Sobre Certificação do Veículo Sem Controles Convencionais

No cenário americano, as montadoras têm a prerrogativa de afirmar que seus veículos cumprem os requisitos de segurança, sujeitando-se a auditorias futuras. Assim, a agência reguladora demandou informações técnicas e documentação sobre todo o processo de homologação. Essa investigação não indica, no entanto, que já tenha sido encontrada alguma anomalia que justifique um recall.
O Cybercab foi projetado para atender até dois passageiros, operando de modo totalmente autônomo. A ausência de controles tradicionais provoca alterações na forma como as regulamentações abordam direção, frenagem e segurança dos ocupantes. Normas feitas para veículos tradicionais podem não ser adequadas para automóveis que não possuem um motorista.
A autoridade federal também questiona a possibilidade de instalar controles temporários durante testes, manutenção ou transições fora do ambiente autônomo. Essa questão é crucial, uma vez que afeta diretamente a categorização do veículo e as exigências que lhe são aplicáveis. Se um carro é operado remotamente ou por um supervisor, as regras podem diferir daquelas para um funcionamento totalmente autônomo.
Veículos autônomos dependem de câmeras, processamento de dados, mapas, conectividade e software para identificar o ambiente ao seu redor. A segurança precisa ser comprovada em situações como chuvas, obras, desvios e interações com veículos de emergência. O simples registro de quilometragem não é um parâmetro suficiente para avaliar como o veículo se comporta em situações atípicas.
Avaliação da Certificação do Tesla Cybercab nos EUA
A responsabilidade em caso de acidentes é outro ponto importante. A investigação pode abranger tanto o fabricante quanto a operadora da frota, incluindo a empresa de software e o responsável pela manutenção. É sustentáculo que os registros documentem o status dos sensores, versão do software, percurso projetado e as decisões tomadas pelo sistema antes de um acidente.
Atualmente, no Brasil, ainda não se viabiliza o uso comercial de veículos autônomos em vias públicas. Os testes exigiriam uma série de permissões, seguro, conectividade e uma definição clara sobre as responsabilidades de cada parte envolvida. Ambientes controlados, como fábricas e terminais, têm características que diferem, já que trabalham com rotas fixas e gerenciamento pelo operador.
A análise do Cybercab indica que a homologação de um veículo autônomo requer uma revisão detalhada de normas que estão consolidadas há muito tempo. A remoção de volante e pedais não se limita ao design, mas afeta o modo como testes, regulamentações, auditorias, serviços de emergência, manutenção e responsabilidades são geridas ao longo de sua operação.
Fonte: Alpha Autos
