O governo britânico está implementando novas e rigorosas diretrizes de cibersegurança para os carregadores de veículos elétricos em áreas públicas. A medida visa proteger dispositivos conectados a serviços de pagamento, aplicativos, operadoras e redes elétricas, garantindo que falhas digitais não comprometam a operação ou exponham dados dos usuários.
Novas Normas de Cibersegurança no Reino Unido

Os carregadores em locais públicos são responsáveis pela troca de informações cruciais para autenticação de motoristas, fornecimento energético, definição de tarifas e acompanhamento do uso. Esse procedimento envolve interação entre o equipamento, a operadora, o sistema financeiro e, em certos casos, o próprio veículo. Cada conexão representa um potencial risco de acesso malicioso.
Ciberataques podem levar a interrupções nas estações, modificações nas cobranças ou, ainda, transformar os equipamentos em pontos de invasão para outras redes. Um ataque coordenado afetando várias estações teria repercussões bem mais severas do que a falha isolada de um único carregador. Por isso, é essencial adotar práticas como atualizações constantes, autenticação forte, criptografia e vigilância contínua.
A segurança deve ser considerada desde a fase de desenvolvimento, mas precisa ser mantida mesmo após a instalação. Os fabricantes devem estar preparados para corrigir falhas identificadas posteriormente e definir prazos de suporte. É crucial que os carregadores operem por períodos prolongados, exigindo tecnologia e software que suportem atualizações ao longo do tempo.
O controle de acesso pelos operadores é igualmente vital. O acesso de técnicos e prestadores deve ser rigorosamente controlado, pois credenciais compartilhadas ou mantidas após o término de contratos elevam os riscos de falhas. Cada interação deve ser registrada de forma detalhada, garantindo rastreabilidade das alterações feitas e identificação das anomalias identificadas no equipamento.
Desafios da Cibersegurança em Carregadores Elétricos
A questão da privacidade é crucial, uma vez que aplicativos coletam dados como localização, horários e métodos de pagamento. Essa combinação pode expor padrões de deslocamento dos usuários. As empresas têm a responsabilidade de limitar a coleta de dados ao necessário e explicar como essas informações serão utilizadas, armazenadas e posteriormente eliminadas.
No Brasil, a ampliação da rede de carregamento público necessitará da adoção de protocolos de segurança digital. A instalação de carregadores sem requisitos claros pode resultar em uma rede com variados níveis de segurança. Desta forma, fabricantes, empresas de energia, estacionamentos e sistemas de pagamento deverão colaborar para minimizar riscos diante de falhas.
A iniciativa do Reino Unido antecipa os desafios decorrentes do crescimento da frota de veículos elétricos. A infraestrutura de carregamento não é apenas um equipamento, mas sim um sistema interligado. A confiança nessa rede dependerá da convergência entre manutenção técnica e segurança cibernética, ambos integrados em um planejamento coeso.
Fonte: Alpha Autos




