Uma fabricante de baterias que fornece para a General Motors está prestes a iniciar a produção em grande escala de células com tecnologia a base de manganês, conhecidas como LMR. Essa tecnologia visa reduzir a dependência de metais mais onerosos e atende às exigências de veículos elétricos pesados, que demandam baterias com capacidades superiores aos modelos urbanos.
Células LMR: Manganês em Foco para Caminhões e Picapes Elétricas

Essas baterias LMR combinam elementos como lítio e manganês em proporções bem definidas, otimizando aspectos como energia, custo e durabilidade. O manganês se destaca pela sua maior disponibilidade em comparação ao níquel e cobalto. Contudo, é essencial projetar sua composição com precisão para garantir estabilidade térmica e desempenho consistente.
Para picapes e caminhões elétricos, a relação entre a carga transportada e a capacidade da bateria é de suma importância. Embora o aumento da capacidade eleve a autonomia, isso também acarreta um incremento no peso transportado. Portanto, baterias que oferecem alta energia a um custo competitivo ajudam a manter o tamanho ideal sem sacrificar o desempenho.
A produção em larga escala servirá como um verdadeiro teste para essa nova tecnologia, uma vez que resultados de laboratório nem sempre se replicam em produção massiva. Mesmo pequenas variações nos materiais e processos de fabricação podem afetar o desempenho final. O controle durante a produção será vital para assegurar a durabilidade e uniformidade de milhões de células ao longo de sua vida útil.
Um desafio significativo é a capacidade de recarga rápida. Veículos comerciais precisam minimizar o tempo de parada, mas altas potências de carregamento podem resultar em excesso de calor, acelerando o desgaste. Assim, um sistema de gerenciamento eficiente é necessário para adaptar a corrente conforme temperatura, estado da bateria e requisitos da rota, garantindo a capacidade ao longo do tempo.
Baterias de Manganês: Futuro Promissor para Veículos Elétricos
No Brasil, caminhões elétricos são utilizados principalmente para serviços de distribuição urbana, onde a escolha da química da bateria impacta diretamente no custo, capacidade de carga e estratégias de recarga. Tecnologias importadas deverão ser testadas nas condições climáticas e de infraestrutura nacionais para assegurar sua eficiência.
O mercado de veículos usados também será impactado pelas informações a respeito do desgaste das baterias. Picapes e caminhões enfrentam ciclos de uso diferentes daqueles dos automóveis de passeio. Avaliações sobre a capacidade restante e o histórico térmico ajudarão a decidir se uma bateria deve permanecer no veículo, requerer reparos ou ser redirecionada para uso estacionário.
A introdução das células LMR amplia o leque de opções de baterias disponíveis, além das químicas comumente dominantes. Não há uma solução única que se aplique a todas as situações. A escolha para veículos pesados deve levar em conta a combinação ideal entre autonomia, carga, tempo de recarga, resistência e custo total ao longo da operação.
Fonte: Alpha Autos





