Uma pesquisa elaborada pela Fundação Seade revelou que 76% dos adultos paulistanos utilizam aplicativos de transporte. Desses, 26% fazem uso frequente, enquanto 50% o fazem ocasionalmente, utilizando-os em combinação com outros meios de transporte.
Integração entre Apps e Transporte Coletivo

Contrariando a ideia de que os aplicativos substituem veículos pessoais ou transporte público, 67% dos entrevistados ainda dirigem seus próprios carros, e 57% utilizam transporte coletivo, ajustando suas escolhas de acordo com fatores como destino e custo.
Para 77% dos pesquisados, os aplicativos se mostram úteis quando ocorrem atrasos no transporte público, com esse percentual aumentando para 80% entre os que usam regularmente o transporte coletivo. Isso evidencia que os aplicativos servem como uma ferramenta complementar, especialmente em horários críticos.
No último ano, 40% dos usuários aumentaram a frequência de uso, enquanto 13% experimentaram os serviços pela primeira vez. O crescimento é impulsionado pela disponibilidade de motoristas, variação de preços e acesso a tecnologia, além da segurança percebida durante as corridas.
A renda também influencia como as pessoas escolhem se deslocar. Nas famílias com renda de até um salário mínimo, 74% dependem do transporte público, enquanto esse índice cai para 26% em famílias que ganham acima de dez salários mínimos, indicando que a adoção de aplicativos varia conforme a situação financeira.
Transformações na Mobilidade em SP
A popularização dos serviços de transporte por aplicativos altera o comportamento no setor automotivo, resultando em um maior uso de veículos, que exigem mais manutenção. Aspectos como o consumo de combustível e o custo de seguros e peças influenciam a decisão de motoristas que dependem dessa atividade.
Vale destacar que a pesquisa reflete comportamentos relatados e não captura o número exato de deslocamentos. Um usuário pode se considerar ativo mesmo utilizando o aplicativo esporadicamente. Portanto, os dados devem ser avaliados em conjunto com a frequência e os objetivos das viagens.
Essas informações sugerem uma mobilidade que combina diferentes modos de transporte, em vez de substituí-los. O planejamento urbano deve considerar a conexão entre transporte público, automóveis, caminhadas, bicicletas e aplicativos, visando melhorar o sistema e reduzir custos para as famílias.
Fonte: Portal Hortolândia





