A Abraciclo atualizou suas previsões para o mercado de motocicletas, estimando que a produção alcance 2,1 milhões de unidades até 2026. Nos primeiros nove meses deste ano, o Polo Industrial de Manaus, responsável pela fabricação, totalizou 1.645.034 motocicletas, marcando um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Produção e Emplacamentos: Números em Alta Até Setembro

Conforme destacado por Marcos Bento, presidente da Abraciclo, o setor está atravessando um momento favorável, impulsionado por lançamentos inovadores e uma atraente demanda do consumidor. Este crescimento é baseado em um aumento no interesse por motocicletas de média e alta cilindrada, que estão se tornando cada vez mais necessárias para deslocamentos diários e geração de renda.
A nova projeção, que revisa a anterior de 2,07 milhões de unidades, representa um aumento de 6% sobre a produção de 1,98 milhão de motos previstas para 2025. Em setembro, a produção foi de 186.758 motocicletas, indicando um avanço de 10,4%, apesar da queda de 8,5% em relação a agosto.
O total acumulado de janeiro a setembro está em um recorde desde 2008, superando em 148.865 unidades em comparação ao mesmo período de 2025. O número de motos fabricadas em setembro foi o maior registrado para esse mês desde 2011, segundo dados da associação.
Em termos de categorias, as motocicletas Street lideraram a produção anual com 842.150 unidades, representando 51,2% do total. As motos Trail produziram 328.636 unidades (20%), enquanto as motonetas alcançaram 214.200 unidades (13%). As scooters e Naked somaram, respectivamente, 9% e 1,7% da produção total.
Análise de Cilindrada e Combustível na Produção
No que se refere à cilindrada, 1.295.499 motos da categoria de até 160 cm³ corresponderam a 78,8% da produção total. Já na faixa de 161 a 449 cm³, foram contabilizadas 302.992 unidades, equivalente a 18,4%. Para os modelos com cilindrada superior a 450 cm³, foram fabricadas 46.543 unidades, aumentando 19,5% em relação a 2025.
Observando as opções de combustível, 1,019 milhão de unidades foram fabricadas como flex, representando 62% da produção, enquanto 625,8 mil motos utilizaram apenas gasolina (38%). Em comparação anual, a produção de motos flex subiu 6,9%, enquanto a de gasolina cresceu 15,4% até setembro.
No setor de emplacamentos, foram registradas 1.783.972 motocicletas nos primeiros nove meses, apontando um novo recorde e um aumento de 10,5%. O Nordeste liderou as emplacagens com 592,5 mil unidades (33,2%), seguido pelo Sudeste, que emplacou 580,7 mil motos (32,6%).
As regiões Sul, Norte e Centro-Oeste somaram, respectivamente, 233,1 mil (13%), 214 mil (12%) e 163,7 mil unidades (9,2%). O Nordeste e o Sudeste juntos foram responsáveis por 65,8% de todos os emplacamentos.
No mês de setembro, o total de motos emplacadas foi de 205.120 unidades, apresentando uma leve queda de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior e uma variação de 0,1% em relação a agosto. A nova projeção anual é de 2,35 milhões, com uma média diária de 9.768 motocicletas.
Na esfera da exportação, 36.489 motocicletas foram enviadas para o mercado internacional até setembro, refletindo um crescimento de 23,7%, com 6.999 unidades a mais do que em 2025. Para 2026, a previsão de exportação foi alterada de 45 mil para 48 mil motocicletas, com expectativa de incremento de 11,3% em relação ao ano anterior.
Fonte: Alpha Autos





