A Renault Geely do Brasil está transformando a produção automotiva no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, Paraná. Com a implementação de cerca de 2 bilhões de dados, a montadora consegue aprimorar sua linha de montagem, hospedando uma réplica digital da fábrica e empregando inspecções automatizadas.
Avanços em Robótica e Logística Inteligente na Renault Geely

Com capacidade para montar até 57 veículos por hora, a unidade pode produzir até 881 automóveis diariamente, gerando seis modelos em 153 configurações. Para isso, é essencial um controle rigoroso sobre peças e ferramentas em cada etapa da produção.
Recentemente, após cinco semanas de inatividade para melhorias, foram atualizadas aproximadamente 70% da funilaria e 75% da montagem final. Essas mudanças visam a criação de uma operação multienergia que permite um compartilhamento eficiente de equipamentos entre diferentes arquiteturas, eliminando a necessidade de linhas distintas.
A logística interna é notável, contando com 374 veículos autônomos que facilitam o transporte de componentes. Há planos para expandir essa frota em mais 350 unidades até 2029. A gestão de rotas é fundamental para manter a fluidez na produção.
No setor de funilaria, a fábrica utiliza 473 robôs operando lado a lado com 665 colaboradores, atingindo um nível de automação de 75%. Os robôs são responsáveis por tarefas repetitivas, enquanto os funcionários cuidam da programação, manutenção e controle de qualidade, ajustando funções conforme os diferentes modelos e etapas de produção.
Inteligência Artificial Potencializa o Controle da Produção
A empresa aproveita a inteligência artificial para supervisionar diariamente cerca de 3 milhões de pontos de solda. Este sistema de monitoramento permite identificar desvios antes que as carrocerias sejam enviadas para pintura e montagem, minimizando o tempo necessário para solucionar falhas que, se não detectadas cedo, podem impactar a produção.
Além disso, a réplica digital proporciona uma visão em nuvem dos processos, permitindo que engenheiros analisem tempos, paradas e fluxo de materiais, com a possibilidade de comparação entre o desempenho real e as metas estabelecidas. O sucesso deste sistema depende da qualidade dos dados e da habilidade da equipe em agir frente aos alertas recebidos.
A digitalização não dispensa a mão de obra humana, mas transforma as funções desempenhadas. Crescem as áreas de programação, análise e manutenção, além da produção. O sucesso será medido pela produtividade, qualidade e flexibilidade no fluxo industrial, mesmo com a introdução de diferentes modelos de veículos.
Fonte: Alpha Autos





