A Honda está em processo de criação de uma nova geração para o sistema híbrido e:HEV, programada para ser lançada em 2027. Essa inovação objetiva uma redução de até 30% nos custos de produção se comparado ao sistema atual, através da integração de plataformas, motores elétricos e componentes eletrônicos compartilhados.
Aprimoramento nos Sistemas Híbridos e Escala Industrial

O novo modelo híbrido incorpora dois motores elétricos: um dedicado à propulsão e outro responsável pela geração de eletricidade. No contexto urbano, a unidade a combustão é utilizada predominantemente para gerar energia, enquanto a movimentação é feita pelo motor elétrico. Uma embreagem é ativada em situações específicas para conectar os motores.
Para alcançar a desejada diminuição de custos, a Honda está reavaliando seus componentes e processos de produção. A redução no número de peças pode resultar em um veículo mais leve e compacto, mas a eficiência da refrigeração e a durabilidade devem permanecer inalteradas. A padronização de módulos entre diferentes veículos facilita a repartição dos custos de desenvolvimento e fabricação.
Adicionalmente, a Honda programa a fabricação antecipada de um SUV híbrido no Canadá, estratégia que busca minimizar os custos logísticos e expandir a presença no mercado dos EUA. Contudo, a montadora ainda depende de fornecedores internacionais para componentes essenciais como baterias e semicondutores.
Embora a redução nos custos de fabricação seja notável, isso não assegura automaticamente uma queda nos preços ao consumidor. Elementos como câmbio, tributações e equipamentos estão entre os fatores que influenciam o preço final dos automóveis. Com essa estratégia, os híbridos poderão se posicionar em faixas de preço que antes eram consideradas inacessíveis ou manter seus valores mesmo com o avanço de novas tecnologias.
Perspectivas dos Híbridos da Honda: Sostenibilidade e Competição
No Brasil, a Honda já comercializa híbridos importados e está investindo no desenvolvimento de novas opções eletrificadas. A introdução do etanol no processo adiciona uma nova variável ao cálculo das emissões. Aspectos como a eficiência do sistema, a origem da eletricidade utilizada e o tipo de combustível adotado impactam diretamente no desempenho ambiental de cada veículo.
A estratégia da Honda indica que os modelos híbridos continuarão a ser cruciais na transição energética. A montadora visa minimizar a disparidade de custo frente aos veículos convencionais, sem depender apenas de subsídios. O verdadeiro sucesso será medido pela eficiência, confiabilidade e pela capacidade de fabricação em larga escala dos novos sistemas.
Fonte: Alpha Autos





