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Restrições de Tráfego no México: Foco em Veículos Elétricos

26 de agosto de 2026
Veículos elétricos em circulação no México

A Cidade do México e cidades adjacentes introduziram, nesta quarta-feira, restrições para veículos com placas terminando em 3 ou 4, que possuem certificação ambiental das categorias 1 e 2. Essa medida faz parte do sistema Hoy No Circula, criado para mitigar a poluição do ar.

Regras de Circulação para Redução de Emissões

As limitações estão em vigor das 5h às 22h, abrangendo a capital, zonas metropolitanas e as áreas de Toluca e Santiago Tianguistenco. Apenas carros com certificação ambiental 0 e 00, além de veículos elétricos, alguns modelos híbridos e transporte público, estão dispensados.

Desde 1989, esse programa classifica os automóveis conforme o final da placa, o selo de eficiência e resultados da verificação veicular, impondo restrições em diferentes dias da semana. Em momentos de emergência ambiental, o número de veículos proibidos pode ser ampliado, dependendo da poluição no local.

Este esforço visa reduzir a poluição, retirando uma parte significativa dos veículos das ruas em dias úteis. Porém, seu sucesso está atrelado à modernização da frota, fiscalização eficaz e a disponibilidade de alternativas de transporte. Proprietários com mais de um carro podem alternar entre os veículos conforme as regras definidas.

Os carros elétricos e híbridos têm um tratamento preferencial devido às suas menores emissões de poluentes e ao seu funcionamento parcial sem motor de combustão. Essa isenção torna essas tecnologias mais atraentes para os motoristas que enfrentam as limitações, mas é vital a criação de critérios técnicos para diferenciar os vários tipos de sistemas híbridos disponíveis.

Análise das Políticas de Mobilidade

A situação mexicana serve para analisar diversas abordagens de mobilidade. Enquanto algumas cidades utilizam rodízio baseado no final da placa, outras aplicam taxas por congestionamento ou restrições em áreas de baixas emissões. Cada estratégia tem um impacto distinto sobre a circulação, escolha de veículos e acesso a regiões centrais.

Em São Paulo, por exemplo, o rodízio é pautado pelo final da placa em horários específicos, sem considerar a tecnologia do motor dos veículos. Qualquer mudança exigiria uma análise detalhada da qualidade do ar, congestionamento, capacidade viária, e os efeitos sociais, uma vez que as emissões e o uso das vias estão interligados, mas são questões diversas.

O modelo da Cidade do México ilustra a relação entre políticas ambientais e o setor automobilístico. As isenções incentivam tecnologias específicas, ao passo que as inspeções podem desclassificar veículos que não atendem aos requisitos. É fundamental acompanhar os resultados para garantir que a redução das emissões não resulte apenas em uma transferência da circulação entre diferentes categorias de automóveis.

Fonte: Alpha Autos