
A Castrol realizou um estudo fascinante com o intuito de descobrir quais fatores realmente contribuem para o prazer de dirigir. Utilizando tecnologia moderna, as reações do cérebro, coração e olho dos participantes foram analisadas em cinco cenários controlados, todos realizados no Reino Unido. Este projeto inovador faz parte da campanha Castrol EDGE Thrill of Driving, e os resultados mostram que a velocidade isoladamente não é o único fator que proporciona prazer ao volante.
Avaliação das Reações Humanas ao Volante

Segundo Dan Phillips, cofundador da Brainbox, que conduziu a análise neurofisiológica, “o verdadeiro prazer ao dirigir está diretamente relacionado à total concentração do motorista, que pode ser observada em suas reações cerebrais, cardíacas e visuais”.
O estudo demonstrou que, para que o prazer de dirigir seja plenamente sentido, três componentes precisam estar em níveis elevados ao mesmo tempo: estímulo visceral, engajamento mental e resposta emocional. Quando um desses elementos excede os limites confortáveis, o corpo pode reagir com estresse ou medo.
Os participantes foram submetidos a tecnologia de última geração, que incluía eletroencefalografia, monitoramento da frequência cardíaca, resposta galvânica da pele e rastreamento de olhos. As experiências de condução foram diversas, abrangendo desde terrenos off-road, karts, até veículos como um McLaren Artura GT4 e um carro de corrida JPLM, incluindo simulações como passageiros em veículos conduzidos por um piloto experiente, todas realizadas em ambientes rigorosamente controlados.
Entre os carros avaliados, o McLaren Artura GT4 gerou o maior nível de envolvimento, com uma média de 70 fixações oculares por minuto nas curvas, enquanto as piscadas foram reduzidas a apenas 2,5 por minuto, comparados a 15 a 20 em repouso. A atividade cerebral também apresentou alta concentração durante essa experiência.
Exame das Respostas em Diferentes Cenários de Condução
Por outro lado, ao assumir a posição de passageiro, mesmo em altas velocidades no JPLM, as medições indicaram um aumento na ansiedade, com 40 piscadas e 190 fixações oculares durante as curvas, acompanhadas de alterações nos vasos sanguíneos do cérebro indicativas de estresse.
Curiosamente, situações a velocidades mais baixas também possibilitaram altos índices de prazer. Em um circuito de kart, a satisfação foi percebida mesmo com velocidades reduzidas. Em um teste off-road a 8 km/h, os níveis de prazer registrados superaram os observados durante a experiência como passageiro em alta velocidade.
A pesquisa integra os esforços da Castrol para criar produtos baseados em evidências, alinhando-se ao Castrol EDGE e às experiências acumuladas em parcerias com fabricantes de automóveis e equipes de corrida. É crucial ressaltar que todos os ensaios ocorreram em ambientes controlados, sem qualquer incentivo à condução rápida em vias públicas.
Fonte: Alpha Autos
